Abrir Menu

Complexidade nos exames toxicológicos

Ações indenizatórias decorrentes de controvérsias quanto a resultados de exames toxicológico, como por exemplo os do Detran são frequentes. A solicitação de verificação de uso ou não de substâncias psicoativas através dos exames toxicológicos é indicada para motoristas que..


A complexidade, pode ser o fator preponderante nas controvérsias, erros e inadequações observadas nesses casos acima, de acordo com a Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) . Alguns dos argumentos utilizados, por parte dos clientes/autores dos exames são as possibilidades de erro, troca ou alguma inadequação por parte dos laboratórios de análises clínicas, bem como a falha técnica por parte da equipe de coleta de material.

Estima-se que problemas na fase pré-analítica sejam responsáveis por cerca de 70% dos erros ocorridos nos laboratórios. Algumas variáveis que interferem nesses aspectos são:

* Ausência de orientação adequada sobre o preparo para a realização dos exames;

* Tempo prolongado de garroteamento das amostras;

* Ordem de coleta de tubos inapropriada e a falta da homogeneização capazes de atribuir índices de recoleta;

* Laudo não fidedigno além de um novo deslocamento do paciente ao laboratório provocando a insatisfação e não qualificação da instituição.

* Para garantir a qualidade na execução dos procedimentos iniciais e evitar erros, é essencial a utilização de um sistema de gestão de qualidade que permita a todos os profissionais envolvidos no processo monitorar o desempenho técnico e revisar continuamente os métodos adotados na rotina dos laboratórios.

As principais medidas para evitar erros pré-analíticos são as seguintes:

  1. Desenvolver procedimentos escritos claros para as etapas críticas que devem ser seguidas: identificar um paciente, coletar e rotular a amostra, transportar o espécime e prepará-lo para análise;
  2. Desdobrar as Políticas organizacionais junto ao Laboratório, especialmente as Políticas de Identificação do Paciente e Gestão da Qualidade;
  3. Melhorar a formação dos profissionais de saúde, treinando todos os envolvidos no processo de solicitação, coleta e recebimento das amostras. As competências devem ser avaliadas anualmente, no mínimo;
  4. Disponibilizar o Manual de Orientações de Coleta de Amostras Laboratoriais em todas as áreas e unidades (cirúrgicas, ambulatoriais ou de internação) que realizam coletas;
  5. Assegurar o preparo adequado do paciente e a identificação de informações importantes que podem impactar no diagnóstico correto: medicamento em uso, data da última menstruação, problemas metabólicos, etc;
  6. Automatizar etapas do processo, sempre que possível.
  7. Monitorar indicadores de qualidade.
  8. Melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde e promover a cooperaçãoentre as áreas assistenciais e de diagnóstico;
  9. Notificar, identificar causas e definir planos de melhoria para os eventos adversos relacionados a erros laboratoriais;
  10. Prestar especial atenção para os casos de contaminação de amostras, especialmente culturas. Envolver o Serviço de Controle de Infecção da organização nas ações de melhoria.

 

Fontes utilizadas

Site da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas

Site da SOFTeasy – criadora de softwares de laboratórios

Matéria escrita pelo DEPARTAMENTO DE MARKETING E COMUNICAÇÃO DO INSTITUTO DE ESPECIALIZAÇÃO E PÓS GRADUAÇÃO IEPG

 POLO GOIÂNIA http://www.iepgcursos.com.br/pos-graduacao/analises-clinicas-e-toxicologicas-goiania

 POLO BRASÍLIA - http://www.iepgcursos.com.br/pos-graduacao/analises-clinicas-e-toxicologicas-brasilia

SAIBA MAIS

Por Comunicação IEPG - Pós-Graduação


Voltar