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Vacina da dengue só será indicada para quem já teve a doença, diz Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu contraindicar a vacina contra a dengue produzida pela empresa Sanofi Pasteur para pessoas que nunca tiveram contato com o vírus. 


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu contraindicar a vacina contra a dengue produzida pela empresa Sanofi Pasteur para pessoas que nunca tiveram contato com o vírus. Pela nova orientação da agência, a vacina deve ser aplicada apenas em pessoas que apresentam anticorpos contra um dos quatro subtipos de vírus que provocam a doença. O imunizante também somente deve ser aplicado em cidades onde a dengue é considerada endêmica - pelo menos 70% da população tenha tido contato com o agente.

Com a decisão, a agência subiu o tom de advertência sobre o imunizante, registrado no País desde 2015 e com distribuição iniciada em 2016. A mudança ocorre nove meses depois de vir à tona um trabalho, produzido pela própria fabricante, que indicava que pessoas que nunca tiveram contato com o vírus apresentavam um risco de 0,5% de internação por complicações da dengue e de 0,2% de desenvolver a forma grave da doença.

Na ocasião, a agência já havia determinado uma mudança na bula. Na época, no entanto, havia apenas a recomendação para que a vacina não fosse aplicada em pessoas que nunca tiveram contato com o vírus. Em abril, foi a vez de a Organização Mundial da Saúde fazer um alerta sobre as restrições do uso da vacina.

"Essa alteração faz parte do processo de aprimoramento", afirmou a diretora de autorização e registros sanitários, Alessandra Bastos Soares. De acordo com a diretora, não houve mudanças nos estudos realizados até o momento sobre os riscos da vacina para pessoas que nunca tiveram a doença. "Os indicadores permanecem. Foi feita apenas uma avaliação mais pormenorizada sobre o trabalho."

No comunicado desta quinta-feira, 23, a Anvisa esclarece que a vacina em si não desencadeia a dengue nem a forma grave da doença. O risco de aparecimento de casos graves está restrito, de acordo com o trabalho, às pessoas que nunca tiveram contato com o vírus. "Ela não é a vacina ideal, seu nível de proteção é de 76%", observa Isabella. Ela completa, no entanto, afirmando que para locais onde a prevalência é alta e a pessoa já tenha tido a doença uma vez, a recomendação pode ser feita.

A Anvisa recomenda que pessoas que já tomaram uma das doses, procurem profissionais de saúde para saber se é recomendável terminar o esquema vacinal, composto por três doses. De acordo com a Anvisa, o monitoramento das pessoas que foram imunizadas será mantido pela empresa.

Fonte : Estadão

 

 

Por Comunicação IEPG - Pós-Graduação


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