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8 tendências para o mercado da saúde 2017

Já estamos na reta final de 2016, e algumas evidências da indústria comprovam que o mercado da saúde está passando por um período de renovação. Por isso, no post de hoje iremos falar sobre as principais tendências para a área da saúde em 2017.
A tecnologia estará cada vez mais presente em nossa vidas, isso não é novidades há muito tempo, e na área da saúde, isto não será diferente. Atualmente, Não é somente ela a grande tendência para 2017. Assuntos que envolvem a economia e a industria farmacêutica também estão em pauta e terão um ano decisivo.

O uso de aparelhos moveis será cada vez mais presente

Os aparelhos celulares serão cada vez mais utilizados pelos pacientes para acesso, informações sobre seu estado de saúde, registros e laudos médicos completos. Essa é uma grande vantagem de digitalizar e disponibilizar dados online.
Sendo assim, os smartphones serão uma das principais ferramentas médicas também para profissionais da saúde, isso tanto em países desenvolvidos como sub desenvolvidos, em que eles também poderão ter acesso aos dados dos pacientes sempre a mão.

O recolhimento e gestão eficiente de grandes volumes de dados

A coleta e retenção de dados já se tornou essencial para todas as organizações, sejam elas de saúde ou de qualquer outra área.
Novas bases de dados e ferramentas como dashboards irão permitir que os grandes players da indústria analisem grandes volumes de dados de maneiras diferente,  possibilitando despertar insights incorporados nas inúmeras informações a serem recolhidas sobre consumidores de saúde.
Neste ano, surgiu a urgência no levantamento de dados personalizados. Esta urgência irá influenciar em uma modernização dos sistemas de coleta e gestão de dados, para que eles possam reunir as informações que o médico queira mencionar, mas que não se enquadram nas categorias que a base já existente oferece.
Portanto, ao evoluir o sistema de base de dados do antigo conjunto de letras, números e tabelas a uma ferramenta ativa na melhora do tratamento individual de cada paciente, teremos um grande avanço na metodologia do sistema de saúde, que se transformará em uma mais eficiente, detalhada e rápida.

Deshospitalização

Graças aos fatores diretamente ligados à tecnologia, surge a tendência de “deshospitalização". Em um futuro próximo, as pessoas irão cada vez menos ao médico e as internações serão mais curtas e menos frequentes.Já está provado que processos de recuperação ocorrem melhor com pacientes em seus lares, junto de pessoas com as quais os mesmos possuem relações próximas e afetivas.
Modernos sistemas de monitoramento remoto possibilitam aos médicos obter dados sobre pacientes em recuperação sem precisar mantê-los internados. Isso gera uma economia significativa para os hospitais, que no futuro irão gastar muito menos com energia elétrica, pessoal e insumos necessários para manter um paciente internado. Estima-se que essa seja a grande sacada para equilibrar o faturamento e em 2017 essa tendência começa a dar seus primeiros passos.

Telemedicina

Trata-se do uso de tecnologias da informação e das telecomunicações para o intercâmbio de informações e atenção médica à pacientes e outros profissionais de saúde quando a distancia é um fator crítico.
"Além de possibilitar uma educação continuada em saúde de profissionais, cuidadores e pessoas, assim como, facilitar pesquisas, avaliações e gestão da saúde. Sempre no interesse de melhorar o bem estar e a saúde das pessoas e de suas comunidades", conforme Paulo Roberto de Lima Lopes, Claudia Novoa Barsottini, Ivan Torres Pisa e Daniel Siguelem.
De acordo com relatório divulgado pela Accenture, o financiamento para a telemedicina deverá quadruplicar em 2017, crescendo para quase um bilhão de dólares em investimento anual. Este aumento é atribuído a alguns fatores:

  • Mudanças determinadas pelo Governo: as empresas de seguro estão aumentando cada vez mais sua cobertura para incluir a telemedicina para atender as orientações da política governamental para incentivar e apoiar a tendência;
  • Economia: quando abordamos o assunto telemedicina, inevitavelmente surgem questões de custo deste serviço. As iniciativas de telessaúde têm o potencial de diminuir, e muito, o custo dos cuidados de saúde em todo o setor, de pacientes a seguradoras;
  • Tecnologia móvel: como já abordado anteriormente, o uso de aparelhos celulares vem crescendo cada vez mais. E sendo assim, o potencial é enorme para usuários de meios móveis de saúde, que vem sendo expandido constantemente.


Biossimilares: a bola da vez

Essa tendência nasceu em 2016 mas permanece e ganha forças em 2017. Os biossimilares são medicamentos produzidos a partir de um organismo vivo, como material celular de bactérias
É possível desenvolver um medicamento biossimiliar depois que a patente de um produto biológico expira, isso possibilita que demais empresas possam desenvolver versões parecidas
Um medicamento biossimilar é desenvolvido depois que a patente de um produto biológico expira, o que permite que outras empresas desenvolvam versões parecidas.
O próximo ano será marcado por uma nova e mais acessível leva destes biossimilares, que irão dominar o mercado com a proposta de concorrer com aqueles fabricados a altos valores por grandes marcas.
É importante lembrar que biossimilares são diferente de medicamentos genéricos (sendo estes últimos medicamentos que apresentam o mesmo princípio ativo que um medicamento de referência).

Priorização de custos ao invés de valores

Uma das realidades mais tristes: a frustrante situação dos pacientes que usam medicamentos com custo elevado, mas não possuem condições de cobrir os gastos gerados, além dos tratamentos e procedimentos.
A alta nos preços dos medicamentos sobre a inflação ocorre há tempos e torna desfavorável o balanço aos compradores que não tem condições de manter o uso prolongado de alguns medicamentos. Sendo assim, para que uma relação de acordo seja criada entre consumidor e produtor, a comunicação entre eles deve ser ativa.
A tendência da produção de medicamentos cada vez mais especializados e de alto custo permanece em 2017 e, por isso, nasce a necessidade da indústria farmacêutica esclarecer os altos custos por trás da fabricação de seus produtos. Devem ser justificados e baseados em resultados clínicos, impacto econômico, entre outros fatores que geram impacto direto sobre a demanda.
Além disso, devem ser identificados e diferenciados os casos onde o valor do medicamento é priorizado no cálculo (menores valores finais, porém maior parcela de valor agregado a inúmeros fatores), e quando o custo deve ser levado em conta.

Medicina comportamental

A medicina comportamental focaliza a interação entre o cérebro, mente, corpo e comportamento e as poderosas formas nas quais os fatores emocional, social, espiritual podem afetar diretamente a saúde.
O aumento na demanda dá-se por conta do cuidado do paciente em todo o processo. Além do fator humano, passa por um impulso regulatório com a saúde empresarial.
“O acesso expandido irá inflar o crescimento da despesa de saúde do próximo ano. No entanto, pode ajudar a gerenciar custos no longo prazo, como a saúde comportamental está ligada a muitas outras questões de saúde.”, afirma Débora Manzano em post da saudebusiness.com.
A depressão tornou-se a doença do século. O campo psicológico desperta cada vez mais a atenção de grandes indústrias que visam a otimização da saúde mental de seus colaboradores. Ao mesmo tempo, o tratamento e acompanhamento de doenças da psicológicas ainda é caro e escasso, pelo fato de que os quadros mentais são tratados com imenso receio na sociedade brasileira atual.
Em 2017, o contexto do crescente interesse tanto das áreas empregadoras das empresas quanto do próprio público em solucionar o quadro de disfunções psicológicas, irá favorecer a ascensão da medicina comportamental como alternativa.
O acompanhamento contínuo e efetivo de hábitos saudáveis por intermédio da tecnologia, através de aplicativos interativos em smartphones e computadores e teleconferências irá possibilitar a uma grande redução dos quadros patológicos psicológicos atuais.
A inserção da tecnologia neste aspecto irá atingir principalmente o público jovem, que é muito atingido por transtornos como depressão, distúrbios alimentares, ansiedade, entre outros, e irá facilitar com que as contratadoras desses serviços atinjam seus objetivos.
Porém, o principal para que esse tipo de abordagem seja viável é a junção entre o acompanhamento e incentivo de bons hábitos, e o mais importante: a indicação para a busca de médicos especializados, quando for o caso.

Conclusão

Com esses dados em mãos, é possível em 2017 uma forte movimentação do mercado de saúde com relação à saúde financeira das organizações. E dentro disso, claramente,o uso crescente de novas novas tecnologias. Para acompanhar tantas mudanças e tendências, é sempre preciso contar com as melhores ferramentas de gestão.

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