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Farmácia magistral no Brasil: um panorama sobre o mercado

A prática da farmácia magistral foi introduzida no Brasil pelos jesuítas, que preparavam seus remédios com plantas medicinais nativas, baseando-se nos conhecimentos dos pajés das tribos locais. Posteriormente, a manipulação de medicamentos evoluiu praticamente junto com as primeiras farmácias, quando estas não faziam uso das drogas importadas da Europa.

As primeiras industrias farmacêuticas do país cresceram a partir dos anos 50, tornando mais acessíveis os medicamentos industrializados. Neste momento, a manipulação de medicamentos perdeu espaço em grande parte das farmácias, que dedicaram então suas despensas aos industrializados, por uma questão de sobrevivência.

A atividade foi restrita aos farmacêuticos nos anos 70, uma vez que são necessários padrões rígidos de qualidade e para garantir o obedecimento da regulamentação em favor da saúde pública. A partir deste momneto, o segmento cresce de forma vertiginosa até hoje.

Segundo dados da Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), o segmento cresceu cerca de 73% desde 1999. Atualmente, mais de quatorze mil farmacêuticos estão empregados na atividade: quase o dobro do número registrado em 1998.

Este panorama é consequência de uma demanda de consumidores não atendida pelas drogarias convencionais, segundo Vânia Regina de Sá, presidente da Anfarmag. "Nas farmácias magistrais, os pacientes contam com a individualização da dose e a personalização do tratamento", disse Vânia.


Pontos cruciais para crescer no segmento

O empresário que deseja evoluir nesse segmento deve estar sempre envolvido com o planejamento estratégico da empresa. A busca por opções diferenciadas na atualidade tem a ver com a personalização que os novos formatos de consumo requerem dos negócios.

É imprescindível conhecer o mercado que atua, quais são os hábitos dos consumidores e os fatores críticos de sucesso do negócio. Além disso, é necessário reinventar-se: entender que o novo mercado requer uma cultura que vem de fora para dentro, ou seja, das necessidades do consumidor para dentro da cultura organizacional. A partir do momento que este patamar é atingido, trabalhar significa converter seu conhecimento em renda para a organização.

Seja qual for a proposta do negócio, a capacitação profissional e uma gestão eficiente ainda são o caminho para enfrentar a concorrência da indústria e se estabelecer dentro do setor magistral. Para começar hoje, um ponto de partida interessante é observar a classe C, que representa o maior número de clientes potenciais, com 42% do consumo de medicamentos em escala nacional.

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